NOTICÍAS SOBRE SAÚDE E BEM ESTAR
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Exercício físico previne tumores mamários Realizada por investigadores da Universidade da Carolina do Sul (Los Angeles, EUA), a investigação, intitulada “Estudo da Professora da Califórnia” foi recentemente publicada na revista especializada “Archives of Internal Medicina” e divulgada ao grande público no suplemento de “Saúde” do diário espanhol “El Mundo”.
No trabalho científico, iniciado em 1995, foram analisadas 100.599 professoras sem história prévia de cancro da mama e com idades compreendidas entre os 22 e os 79 anos.
Os autores do estudo recompilaram informação sobre a prática de actividade física e os hábitos quotidianos relacionados com o exercício.
Deste modo, o estudo centrou-se no impacto do exercício energético, assim como nas actividades físicas moderadas praticadas semanalmente.
Após um acompanhamento de sete anos, em 2.694 participantes foi diagnosticado cancro da mama invasivo e em 593 um tumor localizado.
Segundo os autores, os resultados da investigação mostram que a incidência de ambos os tipos de lesões foram menores entre as mulheres que praticavam desportos energéticos como correr, nadar ou fazer ginástica aeróbica.
Nas suas conclusões, os investigadores assinalam concretamente que as mulheres que realizavam estas actividades durante mais de cinco horas semanais tinham 20% menos risco de sofrer desta enfermidade do que as mulheres que só treinavam meia hora por dia.
Um dos dados mais interessantes da investigação é que a actividade física parece ter um papel protector unicamente nas mulheres com tumores que tenham receptores de estrogénios negativos, um dado que não tinha sido estabelecido em estudos anteriores.
Além disso, os investigadores sublinham que este facto é importante, dado que a químio-prevenção actual (tamoxifeno e raloxifeno) não tem efeito sobre os tumores cujos receptores de estrogénios sejam negativos.
2007-06-15
ENFARTE DO MIOCÁRDIO: o que é e como prevenir
O termo enfarte do miocárdio tem, para a maioria das pessoas, uma conotação sombria que surge associada à ideia de doença grave, invalidante e potencialmente fatal.
Este conceito assenta, naturalmente, sobre o reconhecimento da importância do coração como órgão vital mas é também reforçado por um simbolismo particular que o coração adquiriu ao longo dos tempos.
Por exemplo, as civilizações antigas não o consideravam como um órgão mas antes como o centro do entendimento, do valor e do amor.
Também na civilização grega, um dos temas de debate dos filósofos centrava-se na localização da alma e as opiniões dividiam-se entre o cérebro e o coração. Com o início a era cristã, o coração passou a ser o emblema universal do amor sagrado e profano e é adoptado como o símbolo da bondade e caridade de Cristo.
Este simbolismo, associando sentimentos e valores tão nobres e elevados, perdura na nossa sociedade actual ainda que ao nível do subconsciente.
Não admira, portanto, que o coração mantenha uma aura de “órgão especial” e as suas doenças sejam particularmente temidas, sendo o enfarte do miocárdio uma das mais divulgadas. Este surge como um acidente de instalação aguda em que o indivíduo, em aparente estado de saúde, é surpreendido por um quadro clínico inesperado e muitas vezes dramático, quer pela sua intensidade quer pelas suas potenciais consequências.
O coração é essencialmente um órgão muscular cuja função primordial consiste em bombear o sangue. Como qualquer outro tecido do nosso organismo, para que este músculo funcione adequadamente, é necessário que receba oxigénio e substâncias nutritivas que geram a energia necessária para que o coração se contraia.
Estes elementos fundamentais chegam ao músculo cardíaco (miocárdio) através do sangue que é conduzido por uma rede de vasos sanguíneos que designamos por artérias coronárias. Estas artérias estão sujeitas a um processo de doença crónica, que evoluí ao longo dos anos e com a idade, a que chamamos aterosclerose.
A aterosclerose é a principal causa de morbilidade e mortalidade no mundo ocidental e industrializado. Uma das características fundamentais deste processo degenerativo consiste na formação de placas (ateromas) ricas em substâncias gordas (lípidos), no interior das artérias. O crescimento e ruptura destas placas criam condições locais que favorecem a coagulação do sangue que acaba por ocluir a artéria (trombose), impedindo que o mesmo circule e continue a irrigar o território muscular que está na sua dependência.
O enfarte do miocárdio resulta precisamente da oclusão duma artéria coronária que tem como consequência, se não resolvida atempadamente, a morte (necrose) duma extensão variável de músculo cardíaco sendo a área atingida dependente da importância do vaso ocluído.
O desenvolvimento e progressão dos fenómenos ateroscleróticos nas artérias coronárias são favorecidos por um conjunto de situações que designamos por factores de risco. A prevenção do enfarte do miocárdio passa precisamente pela adopção de medidas que tendem a minorar ou corrigir esses factores:
Não fumar
Existe uma associação indiscutível entre tabaco e doença coronária. O fumo resultante da combustão do tabaco é composto por centenas de substâncias distintas, sendo a nicotina e o monóxido de carbono as melhor estudadas e as mais nefastas para o sistema cardiovascular.
Comparativamente com os não fumadores, os fumadores têm uma probabilidade 2 a 4 vezes maior de enfarte do miocárdio e morte súbita.
Não existe um nível mínimo de consumo de tabaco que não implique um acréscimo de risco, mesmo que aquele se limite a um par de cigarros por dia ou a tabaco com baixo teor de nicotina.
A exposição continuada ao fumo por parte dos fumadores passivos que coabitam com fumadores aumenta em cerca de 30% o risco de morte por doença coronária.
Parar de fumar é sempre compensador, independentemente da idade. Ao fim do primeiro ano de abandono do tabaco o risco de enfarte do miocárdio é reduzido para metade e após 2 a 3 anos o risco é semelhante ao do não fumador.
Vigiar o colesterol
Níveis elevados de colesterol (hipercolesterolémia), particularmente duma das suas fracções - colesterol das LDL (“low-density lipoprotein”), favorecem os processos de aterogénese influenciando a formação e crescimento das placas de ateroma bem como a sua instabilidade e ruptura (condições que precedem a trombose).
É de capital importância a adopção de medidas dietéticas com redução do consumo de carne vermelha e gorduras (molhos, fritos, leite gordo, natas, manteiga, queijos gordos, gemas de ovo, produtos de salsicharia, etc.). Deve previlegiar-se o consumo de carne e peixe magros, produtos hortícolas, fruta e gorduras polinsaturadas (óleo de germe de milho, girassol ou soja).
Se a dieta não for suficiente poderá haver necessidade de recorrer a tratamento farmacológico.
Controlar a tensão arterial
A hipertensão associa-se a um maior risco de morbilidade e mortalidade cardiovascular (pressão arterial sistólica ou “máxima” superior a 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica ou “mínima” superior a 90 mmHg).
A perda de peso, o exercício físico, a restrição do sal e a moderação no consumo de álcool e café poderão ser medidas suficientes para alcançar uma redução adequada dos valores tensionais. Se tal não acontecer torna-se necessário iniciar uma terapêutica medicamentosa. Dispomos hoje de múltiplos fármacos anti-hipertensores altamente eficazes e geralmente bem tolerados. Contudo, convém lembrar que o tratamento só é eficaz quando cumprido regular e continuadamente, de modo a manter a pressão arterial permanentemente controlada.
Combater o excesso de peso
A obesidade é considerada como a alteração metabólica e nutricional mais frequente nas sociedades industrializadas. A sua prevalência tem vindo a aumentar no nosso país.
O excesso de peso associa-se a vários riscos entre os quais se contam uma incidência aumentada de doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes.
O maior risco de doença coronária encontra-se particularmente associado ao padrão de obesidade abdominal, típico do sexo masculino (obesidade andróide), caracterizado por uma distribuição adiposa de predomínio central com acumulação excessiva de gordura no abdómen.
O combate ao excesso de peso passa necessariamente pela adopção de uma dieta pobre em calorias e pelo aumento da actividade física. Emagrecer e manter o peso adequado não são tarefas fáceis e requerem frequentemente orientação e apoio médico especializados.
Praticar exercício físico
A inactividade física quase duplica o risco de doença coronária. A prática regular de exercício físico exerce uma influência favorável sobre múltiplos parâmetros biológicos (colesterol, coagulação) e contribui para a redução da pressão arterial e do excesso de peso. Estes benefícios traduzem-se numa redução do risco de enfarte do miocárdio. Recomendam-se 30 a 45 minutos de actividade física de intensidade moderada, de preferência todos os dias ou 3 a 4 vezes por semana, no mínimo. O tipo de exercício depende das preferências e aptidões de cada um (andar a pé e progressivamente mais depressa é uma boa opção).
Outras recomendações
Stress: Factores psicosociais tais como personalidade hostil e competitiva, stress psíquico, isolamento social e depressão, têm sido associados a um maior risco de doença coronária. A tentativa de controlo destas situações passa pelo seu reconhecimento, vontade e esfoço individual de mudança e adopção de medidas específicas adaptadas a cada caso (nomeadamente apoio e tratamento médico especializados na ansiedade e depressão).
Suplementos vitamínicos: Tem sido admitida a possibilidade da acção antioxidante das vitaminas E (alfa-tocoferol), C (ácido ascórbico) e beta-caroteno (provitamina A) poder prevenir ou retardar a progressão da aterosclerose. Este efeito resultaria do facto destas vitaminas impedirem a oxidação do colesterol das LDL, um dos mecanismos responsáveis pela formação e crescimento das placas de ateroma. Contudo, tendo em conta as evidências actualmente disponíveis e as inúmeras incertezas ainda existentes, não existe por enquanto uma base científica suficientemente sólida que suporte a prescrição destes suplementos vitamínicos com o objectivo de prevenir a doença coronária.
Álcool: O consumo moderado de álcool associa-se a uma menor incidência de doença coronária. Este efeito benéfico mantem-se para baixos níveis de consumo e é atribuído a uma influência favorável sobre o colesterol (elevação da fracção “protectora” HDL) e a coagulação (acção antiagregante e fibrinolítica). Tem-se admitido que o vinho tinto poderá ter um efeito protector superior devido às suas propriedades antioxidantes.
Desde que não contra-indicado, o álcool deverá ser consumido em pequenas quantidades (uma a duas bebidas diárias ou um volume de vinho não superior a 2,5 dl).
Dr. Manuel Nogueira da Silva, Médico Cardiologista no Hospital Saint Louis
" POSTURA" (ou falta dela) e DORES NAS COSTAS
A Lombalgia pode ser definida como aguda (dura poucos dias, no máximo semanas) ou crónica (persiste por mais de três meses). Os sintomas vão desde a dor muscular generalizada, dor aguda (descrita muitas vezes como um punhal espetado), perda de flexibilidade e amplitude de movimento, incapacidade de manter em pé durante algum tempo. As causas são varias: muito tempo em posições incorrectas a fazer a lida da casa, a trabalhar em frente ao computador, a carregar objectos, lesões no desporto,(traumatismos), acidentes de viação ou outro stress na coluna vertebral, menos considerada, mas também muito importante a má utilização dos musculos no nosso dia a dia, exemplo excesso de utilização dos dorsais e lombares e a falta de utilização dos musculos peitorais e abdominais.
O exercício físico adequado irá reforçar a musculatura abdominal ( principalmente a unidade interna desta parede central do nosso corpo)assim como os musculos peitorais assim como os musculos que suportam a coluna, o trabalho de Flexibilidade também dará ao organismo uma maior amplitude articular.
É muito comum o Mito que o exercício em Ginásios é contra-indicado para quem tem dores nas costas (ou mesmo para pessoas com patologias de coluna vertebral). Nada mais errado! De facto é muito importante que o exercício seja bem direccionado, pois se for indicado de uma forma errada, poderá acentuar o problema, o nosso Ginásio tem profissionais com formação na Correcção postural e nos mais diversos problemas da Coluna Vertebral, há vários anos que temos trabalhado num Programa simples e eficaz, e que tem dado muitos e bons Resultados.
